Por NoticiaRo.com, sobre texto de Marcelinho Freire (Blog do Marcelinho), e do site Rondoniagora
TEXTO ATUALIZADO - O último dia para os partidos homologarem em convenções partidárias a indicação de nomes para as eleições de outubro encerrou nesta quarta-feira (30) com incertezas, surpresas e até traição de última hora.
A maior surpresa foi a indicação do nome do deputado estadual Tiziu Jidalias (foto), do PP de Ariquemes, para o cargo de vice-governador na chapa encabeçada pelo governador João Cahulla (PPS-Rolim de Moura), candidato à reeleição.
Tiziu falou inicialmente que estava fazendo um “sacrifício” ao aceitar ser vice de Cahulla. Mais tarde explicou que se referia à renúncia ao seu projeto de candidato a senador.
Há até algum tempo, “sacrifício” era o que os políticos diriam ante a idéia de ser vice de Cahulla (que era vice de Cassol.)
Cahulla era sempre descrito como um sujeito bonachão, bom de papo, bom companheiro de pescaria mas, mala política sem alça, difícil de carregar. Era (e continua sendo) o alter ego do então governador Ivo Cassol.)
Então Tiziu, antecipando-se ao que se poderia perguntar depois sobre que é mais importante, ser senador ou vice-governador de Estado, disse que Cahulla e ele represenatarão “dois governadores” para Rondônia.
“Eu não serei um vice-governador que não fará nada”, disse Tiziu, acrescentando que ambos darão continuidade ao trabalho feito por Cassol.”
De alguns dias para cá, Cahulla foi sendo beneficiado politicamente exatamente por seu perfil de bom sujeito, o oposto da crescente repulsa com que se vê notórios fichas sujas tentando desesperamente encontrar quem se dispunha a enfrentar uma aventura ameaçada pelo filtro da Ficha Limpa.
Outra novidade da noite foi a indicação do vereador Nilton Cesar (PSB) para o cargo de vice-governador na chapa encabeçada pelo candidato ao governo Eduardo Valverde (PT).
A candidatura do ex-senador Expedito Junior (PSDB-Rolim de Moura), ficha suja cassado por corrupção eleitoral, foi homologada na convenção tucana. O vice de Expedito somente seria definido à noite, e após uma traição contra o candidato, faltando poucas horas para o final do prazo legal para as homologações das candidaturas. No último minuto surgiu Miguel de Souza.
O ex-deputado federal Agnaldo Muniz, do PSL de Cacoal, recusou convite do ex-governador Ivo Cassol para o cargo de vice e manteve a candidatura ao Senado.
A Capital rondoniense indicou apenas um candidato local ao governo: Marcos Suassurana (PSOL.)
O PMDB, maior partido do Estado atualmente, lançou no último domingo (27) a candidatura de Confúcio Moura (Ariquemes) e do pedetista Airton Gurgacz (Ji-Paraná) como vice-governador.
O senador Valdir Raupp (PMDB-Rolim de Moura) é candidato à reeleição juntamente com a senadora Fátima Cleide (PT-Porto Velho).
Ficha limpa na convenção
Militantes PP Jovem roubaram a cena durante um bom tempo da convenção que lançou Cahulla e Cassol na tarde desta quarta-feira. Dezenas de jovens desfilavam com camisetas de apoio a Ficha Limpa.
Mas quem não deve ter gostado nada foi um novo candidato Ficha Suja que emplacou na aliança: o ex-prefeito de Vilhena, Melki Donadon (PHS.)
Política petista
O secretário-chefe da Casa Civil do Governo e presidente do PPS de Porto Velho, Guilherme Erse desabafou na tarde desta quinta-feira durante discurso na convenção de sua legenda: disse que há cerca de dois meses o prefeito Roberto Sobrinho não atende os telefonemas que faz para que o administrador da Capital assine um convênio de R$ 2 milhões com o Estado. Tem dinheiro sobrando na cidade, que o prefeito não libera por razões políticas.
Dia de cão
Até o final da tarde desta quarta-feira, último dia para as convenções, os partidos estavam com suas atas em aberto aguardando o cumprimento dos acordos políticos. A coligação do candidato do PSDB, Expedito Junior, perdeu apoio do PMN e PHS porque Agnaldo Muniz, candidato ao Senado pelo PSC, não aceitou um segundo nome na chapa, no caso o ex-prefeito Melki Donadon (PHS).
A surpresa veio no final da tarde com o anúncio da dobradinha Ivo Cassol (PP)-Melki Donadon (PHS) para o Senado na coalizão encabeçada pelo governador João Cahulla (PPS).
Corre-corre
Quando PHS e PMN saíram do arco de Expedito, o Partido dos Trabalhadores (PT) viu um lampejo de esperança do apoio do PSB, que indicou o ex-vereador Alan Queiroz candidato a vice-governador do PSDB. Preocupado com as contas do quociente eleitoral, o deputado estadual Jesualdo Pires (PSB-Ji-Paraná) tratou de refazer os cálculos.
Perspicaz, Expedito chamou os dirigentes dos 7 partidos aliados com as atas para refazer as coligações proporcionais para agradar a todos, principalmente Jesualdo Pires.
Boa jogada
O ex-governador Ivo Cassol (PP) rifou o deputado estadual Tiziu Jidalias (PP) da dobradinha ao Senado em troca do apoio da família Donadon no Cone Sul. Melki foi aceito como companheiro, mas o próprio Cassol não crê que ele tenha seu registro deferido pela Justiça Eleitoral.
Mas, o compromisso firmado não volta atrás. E por falar na convenção do PPS, a legenda mostrou zelo e organização na realização do evento partidário na boate Quéops.
Os candidatos a Assembléia Legislativa e Câmara dos Deputados também levaram grandes torcidas, aumentando o público no local.
Briga de suplentes
O candidato ao Senado Agnaldo Muniz (PSC) deixou para a noite de quarta-feira a definição dos seus suplentes. Já Cassol escolheu mesmo o pai, Reditário Cassol (primeiro suplente), e Odacir Soares (segundo suplente). Melki Donadon indicou Herbert Lins (PHS) para primeira suplência.
Portas fechadas
A cúpula do Partido dos Trabalhadores (PT) permanecia a portas fechadas até o início da noite aguardando os partidos que não haviam fechado suas atas.
Mas a situação. não era nada confortável porque os petistas devem caminhar sozinhos nesta campanha eleitoral.
A direção também tratava do candidato a vice-governador, mas não havia batido o martelo. Falava-se em na vereadora Marcia Regina da cidade de Ji-Paraná.
Mais cedo, o PT foi procurado por Melki Donadon, que fechou as portas para o “ficha-suja”, segundo definição dos dirigentes.
Nominata complicada
Com 4 deputados estaduais e nomes como Jean Oliveira na disputa pela Assembléia Legislativa, restou ao deputado Maurinho Silva desistir da reeleição. Na verdade, Maurinho pouco fez nesses últimos anos no Poder Legislativo e ainda abandonou boa parte dos amigos que o ajudaram a se eleger quando ainda circulava pela cidade em um Fiat Elba barulhento.
Já no PR, o ex-deputado Paulo Moraes abriu mão. Cícero Evangelista, ex-presidente do Sinsepol, lançou seu nome a Assembléia Legislativa. O ex-deputado Ronilton Capixaba (Ouro Preto) também estava por lá.
Comitê e organização
Encerradas as convenções, chegou o momento dos partidos organizarem os comitês financeiros, comitês de campanha e os escritórios políticos. Em relação a mídia, as produtoras e marqueteiros estão praticamente fechados.
Editado por Nelson Townes
Postado por NoticiaRo.com em Porto Velho (Rondônia) na quinta-feira, 1 de julho de 2010.
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