Poema selecionado por NELSON TOWNES (noticiaRo.com)
PORTO VELHO, segunda-feira 8 de março de 2010, Dia Internacionl da Mulher (NoticiarRo.com) - A todas elas dizemos que as amamos, todos os dia;, deveríamos também melhor respeita-las e compreende-las. ou ter mais paciência quando isso não nos é possível entender a lógica feminina. Pois todos os dias são (ou deveriam sempre ser) das mulheres,
Elas são a companheira idõnea, parceiras corajosas nos momentos em que mais precisamos de inspiração e força. Embora a data seja para homenagear as mulheres do presente e do passado, nem sempre lembramos as que existem agora apenas no coração,
Para as mulheres que estão entre nós e aquelas que já partiram, mas nunca serão esquecidas – e em homenagem ao amor que ultrapassa o próprio amor, selecionamos, da obra do escritor norte-americano Edgar Allan Poe, o poema:
ANNABELL LEE
Há muitos, muitos anos, existia
Num reino à beira-mar, em que vivi,
uma donzela, de alta fidalguia,
chamada ANNABEL LEE.
Amava-me, e seu sonho consistia
em ter-me sempre para si.
Eu era criança, ela era uma criança
no reino a beira-mar, em que vivi.
Mas tanto o nosso amor ultrapassava
o próprio amor, que até senti
os serafins celestes invejarem
a mim e a ANNABEL LEE.
Por isso mesmo, há muitos, muitos anos,
no reino à beira-mar, em que vivi,
gélido, de uma nuvem, veio um vento
matar ANNABEL LEE.
E seus nobres parentes se apressaram
em tirá-la de mim; encerrarem-na vi
num sepulcro bem junto ao mar, que chora
eternamente ali.
Foi inveja dos anjos: mais felizes
éramos nós aqui.
Sim, foi por isso (como todos sabem
no reino à beira-mar, em que a perdi)
que veio um vento, à noite, de uma nuvem
matar ANNABEL LEE.
Mas nosso amor, imenso, era mais forte
do que o tempo e que a morte,
do que a própria esperança em que o envolvi.
E nem anjos celestes, nem os monstros dos mares abissais
jamais minha alma afastarão, jamais,
da bela ANNABEL LEE.
Pois, quando surge a lua, em meus sonhos flutua,
no luar, ANNABEL LEE.
E, quando se ergue a estrela, o seu fulgor revela
o olhar de ANNABEL LEE.
E junto a ela eu passo, assim, a noite inteira,
junto àquela que adoro, a esposa, a companheira,
na tumba,à beira-mar, do reino em que vivi,
junto ao mar que por ti
soluça eternamente, ANNABEL LEE
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